Tendência mundial: IA deve gerar mais empregos do que substituir. Veja como se proteger para o futuro

O avanço acelerado da inteligência artificial e da automação tem redesenhado o mapa das profissões em todo o mundo. Projeções recentes do Fórum Econômico Mundial e da consultoria global McKinsey indicam que postos de trabalho baseados em tarefas altamente previsíveis e repetitivas, como rotinas administrativas, de atendimento operacional e processamento de dados, tendem a ser total ou parcialmente substituídos por tecnologia até o final desta década.

Em contrapartida, o mesmo mercado que extingue funções tradicionais abre espaço para novas demandas de alta complexidade e exige competências comportamentais e tecnológicas que muitas vezes ainda estão em falta nas organizações.

Para Karina Pelanda, gerente de recrutamento e seleção da RH NOSSA, essa transição não deve ser vista apenas como uma ameaça de extinção de cargos, mas como um chamado urgente para a requalificação e a adaptabilidade profissional:

“O mercado não está apenas eliminando empregos, ele está mudando a natureza do trabalho. Funções que exigem pura repetição de processos perdem espaço para a tecnologia, mas as organizações carecem cada vez mais de profissionais com forte pensamento crítico, inteligência emocional, alfabetização digital e capacidade de resolver problemas complexos“, avalia Pelanda.

Como blindar a carreira e preparar as empresas?

A diretora aponta três pilares fundamentais para que profissionais evitem a obsolescência e para que as empresas mantenham suas equipes competitivas:

  1. Investimento em reskilling (requalificação): identificar quais habilidades estão em alta e buscar capacitação contínua.
  2. Valorização de Habilidades Transferíveis: Competências como gestão de processos, visão estratégica, comunicação e colaboração interdisciplinar continuam sendo valiosas em qualquer setor, independentemente de mudanças de cargo.
  3. Lifelong Learning: Tanto o trabalhador quanto a empresa devem enxergar o desenvolvimento profissional como um motor perene de inovação e segurança corporativa.

“Se preparar para um mundo em mudança pode ser desafiador, ainda mais para as gerações um pouco mais antigas, mas não é impossível. O paradigma muda, mas o resultado final, não. O cliente tem que ser atendido, o produto precisa ser produzido, é preciso que tanto empresas quanto candidatos estejam atentos”, finaliza Karina.