Construção civil impulsiona a criação de empregos no Paraná

Após voltar à recessão técnica no segundo trimestre deste ano, com queda de 0,8% do PIB do setor entre abril e junho (dados do IBGE), o setor da construção civil começa a dar sinais de reação no Paraná. Segundo informações do Ministério do Trabalho, o setor foi responsável por mais da metade (50,4%) das vagas de emprego formais abertas no estado em julho, registrando a maior variação positiva desde 2014.

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de janeiro a julho foram criados 34.601 novos postos de trabalho no Paraná, sendo que no último mês o saldo entre admissões e demissões ficou positivo, com a abertura de 2.485 vagas.

No mês, a construção civil foi responsável pela criação de 1.252 vagas, resultado de um total de 8.228 admissões e 6.976 desligamentos. Já no ano, o total de vagas criadas pela construção civil até aqui é de 3.645, com 54.897 empregados contratados e outros 51.252 demitidos.

Só na região de Curitiba, por exemplo, a MRV Engenharia contratou 342 novos colaboradoras para atuar nas 11 obras da companhia em andamento. Segundo o engenheiro civil Cesar Ulisses Rezende, aos poucos a confiança (tanto do empresário como do consumidor) está voltando, o que deve reaquecer a economia nos próximos meses, especialmente após a eleição e consolidação de um novo governo.

“Todo mundo está só esperando (para retomar o investimento). Desde o início a crise é muito mais política do que econômica”, comenta ele, explicando ainda que essa é uma boa hora para contratações. “A rotatividade (na construção civil) é muito alta e em épocas de bonança é difícil conseguir pessoas boas. Com a crise, começaram a sobrar funcionários bons e estamos aproveitando para fazer a seleção da mão de obra”, explica.

Um dos funcionários contratados recentemente pela empresa foi Sidnei Lopes Cardoso. O pedreiro, que atua há mais de 10 anos na área, estava há dois meses sem emprego. Há 17 dias, foi contratado pela MRV para atuar numa obra em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. “Nesses dois meses que fiquei sem emprego, aproveitei para terminar de construir minha casa. Mas foi bom (ter aparecido a vaga) porque é preciso sempre estar trabalhando, não dá para parar”, afirma.

Empregos formais
(dados por setor)
Julho/18
Extrativa mineral: 25
Indústria de transformação: – 621
Serviço industrial de utilidade pública: -151
Construção civil: 1.252
Comércio: 985
Serviços: 1.074
Administração pública: -27
Agropecuária: -52
TOTAL: 2.485
Acumulado do ano
Extrativa mineral: 8
Indústria de transformação: 8.451
Serviço industrial de utilidade pública: 239
Construção civil: 3.645
Comércio: -1.665
Serviços: 23.753
Administração pública: -211
Agropecuária: 381
TOTAL: 34.601

Paraná abre mercado de trabalho para imigrantes 
A presença dos imigrantes no mercado formal de trabalho brasileiro aumentou no segundo trimestre deste ano. O saldo de vagas, que é a diferença entre as admissões e demissões, ficou em 2.406 nos meses de abril, maio e junho. Foi menor do que no trimestre anterior, quando tinham sido abertos 3.452 postos para trabalhadores não brasileiros, mas ainda foi positivo.
A região com maior número de vagas abertas a imigrantes no segundo trimestre deste ano é o Sul. Dos 2.406 novos postos formais, 1.170 surgiram nos três estados sulistas. Foram 584 no Paraná, 338 em Santa Catarina e 248 no Rio Grande do Sul.
O coordenador-geral de Imigração (CGIg) do Ministério do Trabalho, Hugo Gallo, lembra que esses números são reflexo da atual realidade migratória no Brasil. “Houve um momento em que o grande fluxo de entrada no país foi dos haitianos, logo após o terremoto que devastou o país. Agora, estamos vendo uma grande entrada dos venezuelanos. Isso promove reflexos no mercado de trabalho”, explica.
Indústria
O saldo de empregos gerados na indústria de transformação no Brasil, nos últimos 12 meses, foi de 14.300 postos de trabalho. Este é o melhor resultado dos últimos três anos. O Paraná acompanhou a tendência nacional, com saldo positivo de mais de quatro mil vagas preenchidas.
É o quinto estado do país que mais contratou no período, representando 28% dos empregos totais no setor. Os dados foram divulgados no fim de agosto pelo Caged. Os números só não foram melhores por causa da paralisação dos caminhoneiros autônomos em maio.

Fonte: Bem Paraná
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