Com 80% das empresas brasileiras enfrentando dificuldade para contratar, segundo dados do Ministério do Trabalho, a Inteligência Artificial surge como principal aliada no upskilling e reskilling de profissionais. Na contramão do pensamento geral, em vez de substituir, a IA pode ajudar profissionais a manterem seus empregos.
A análise é da gerente de recrutamento e seleção da RH NOSSA, Karina Pelanda. Segundo a especialista, em vez de substituir pessoas, a IA personaliza trilhas de aprendizado, identifica gaps de competências em tempo real e multiplica a velocidade de capacitação, o que pode transformar tanto o RH de reativo em estratégico como a carreira do próprio funcionário:
“Estamos vivendo a maior transformação da história do trabalho. A inteligência artificial não veio para tirar empregos de quem souber trabalhar com ela, mas para exigir que as pessoas evoluam mais rápido. Quem souber usar a tecnologia como copiloto, aprendendo novas habilidades de forma personalizada e prática, vai estar à frente”, conta.
Segundo dados recentes, 44% das organizações já investem em programas internos de requalificação para reter e desenvolver talentos, e a IA é o grande acelerador dessa jornada. Ferramentas de aprendizado adaptativo, análise de performance e plataformas de microaprendizado estão permitindo que profissionais adquiram habilidades críticas (IA generativa, análise de dados, pensamento sistêmico) em semanas, e não em meses, sem contar novas habilidades para virada de carreira:
“A pessoa trabalha em uma multinacional francesa, por exemplo, para se candidatar a oportunidades dentro da empresa, precisa, necessariamente, além do inglês, saber o idioma da matriz. A inteligência artificial pode ajudar a deixar esse aprendizado mais rápido e fluido. São oportunidades diversas, como aprender uma nova função dentro da própria empresa, ampliando assim o leque de oportunidades”, finaliza Pelanda.