Impulsionadas pela inteligência artificial (IA), pela valorização de power skills (habilidades humanas como empatia, resiliência e criatividade), pelo fortalecimento do bem-estar e por modelos de trabalho híbridos já maduros, a gestão de pessoas está em rota de mudança no Brasil.
Relatórios recentes de fontes globais e nacionais da GPTW e LinkedIn mostram que o ponto chave do RH é deixar de ser operacional para se tornar estratégico, priorizando o desenvolvimento de lideranças, a contratação por competências e a integração entre humanos e máquinas.
Karina Pelanda, gerente de recrutamento e seleção da RH NOSSA, ressalta que essas tendências demandam equilíbrio entre inovação tecnológica e valorização do fator humano:
“2026 consolida a IA como ferramenta essencial para automatizar o operacional e liberar o RH para o que realmente importa: desenvolver lideranças adaptáveis, promover bem-estar, além de priorizar a aquisição e retenção por competências reais. Modelos híbridos exigem culturas fortes de pertencimento, e power skills viram o diferencial em contratações”, afirma Karina.
Pela primeira vez, o relatório Tendências em Gestão de Pessoas do Great Place to Work (GPTW) coloca o desenvolvimento e capacitação de lideranças como o principal desafio e prioridade (citado por 43,9% e 57,4% dos respondentes, respectivamente), seguido pela contratação de profissionais qualificados e fortalecimento da cultura organizacional.
Para a diretora, o gap entre expectativas de empregadores (95% otimistas) e talentos (51% sentem o mesmo), reforçando a necessidade de adaptação conjunta, com ênfase em upskilling, flexibilidade e confiança:
“No Brasil, o LinkedIn aponta frentes como IA aplicada, habilidades comportamentais em alta e recrutamento guiado por potencial, Estratégia de IA, e sistemas inteligentes, marketing, comunicação, storytelling estratégico, engenharia de software, desenvolvimento de sistemas são as competências mais buscadas e as que mais precisam ser desenvolvidas esse ano” finaliza Pelanda.