Diferença entre Gerações na empresa: como criar ambiente de harmonia

A diversidade trouxe impactos positivos para as empresas. Está cada vez mais comum encontrarmos equipes formadas por profissionais de todas as gerações, dos mais experientes aos mais “novatos”. A gestão dessa gama de personalidades passou a ser um grande desafio justamente pela variedade de costumes, visões de vida e até ritmos de trabalho.

“As contratações acontecem pela competência e habilidades dos profissionais. Coordenar tantas origens diferentes requer jogo de cintura, bom senso e empatia por parte dos gestores e profissionais de RH.  Podem acontecer embates culturais e com a expectativa de vida aumentando, a presença de diversas gerações se tornou mais corriqueira nos escritórios” explica Eliane Catalano, Coordenadora de Recrutamento e Seleção na RH NOSSA.

Como trabalhar com cada geração?
Para conseguir prevenir potenciais conflitos, o ideal é entender o que cada geração entende como ambiente de trabalho e compreender suas características:

“Não podemos pensar que todos vão atuar da mesma maneira, então o choque pode ser minimizado com gestão mais presencial. No home office, por exemplo, essa gestão fica até mais fácil, pois é possível chamar cada colaborador individualmente, caso aconteça alguma situação desagradável e resolver o problema. Não estamos falando de habilidades técnicas, mas sim das atitudes comportamentais de cada indivíduo.”

Baby Boomers (1946-1964)
As pessoas nascidas logo após o período histórico da Segunda Guerra Mundial tiveram uma criação, em teoria, com boas expectativas econômicas. O nome tem alusão à explosão do crescimento populacional na mesma época e, ao longo de suas vidas, foram testemunhas de mudanças históricas como a Ditadura Militar no Brasil, a Guerra Fria com polarização global e lutas sociais pela busca por melhorias nos direitos civis:

“Eles procuram estabilidade e fidelidade no emprego, almejam novos cargos nas fileiras da empresa, buscam funções estratégicas e planejam uma carreira consolidada e segura. É a geração que busca reconhecimento pela sua experiência e capacidade criativa. Lembre-se que os boomers foram os primeiros que tiveram acesso ao volume de informação gigantesco pela televisão e rádio, ou seja, tem o costume de receber informações unilateralmente.

Geração X (1965-1980)
A primeira geração que aceitou a mulher independente, com igualdade de gênero no mercado de trabalho, eles presenciaram cenários econômicos turbulentos, com a inflação galopante dos anos 80 e grandes cenários de desemprego. Tiveram acesso ao videocassete, videogames e computadores, ou seja, a tecnologia não é um mistério – mas precisam de treinamentos para as novidades do mercado. :

“É uma geração resistente, flexível e persistente. Comprometida com sua carreira, buscando algo estável e não tem problema em exercer funções mais subordinadas. Geralmente, se adaptam aos trabalhos rotineiros, sabem recebe feedbacks de gestores e encaram qualquer trabalho”

Geração Y (1981-2000)
Podemos chamar Millenials”, mas o fato é que a “Y” viu de perto o nascimento da tecnologia como conhecemos hoje. Eles são dinâmicos na comunicação,  globalizados nas ideias e ambiciosos. Costumam procurar mais liberdade e tempo flexível para fazer o que gostam e encaram uma carreira como uma maneira para alcançar seus objetivos:

“Eles são mais imediatistas, reflexo das novas tecnologias, um verdadeiro desafio para a gestão. Porém, têm grande capacidade de trabalharem de maneira multidisciplinar. Estão sempre observando cargos de alta posição, são criativos e inovadores. Encontram soluções e detestam monotonia nos trabalhos. Outro ponto relevante é o apreço pelos benefícios das empresas, que pesa muito quando procuram um novo trabalho”.

Geração Z (2001-2014)
Estes são os novos, ainda estão chegando nas empresas, mas já dá para saber quem são. Eles adoram fazer estágios, já estão totalmente inseridos na tecnologia de ponta e vivem conectados. São pessoas antenadas e sabem trabalhar tanto nos escritórios físicos quanto no home office;

“Estamos diante pessoas que não se incomodam em trabalhar sozinhas, e até preferem. Ainda é cedo para analisarmos, mas são mais avessos à interação social e relacionamentos interpessoais do que as gerações anteriores.  Estão sempre atentos com a flexibilidade de horário e adoram prêmios e gamificação no trabalho”

Como cuidar desse caldeirão cultural na empresa?
Catalano explica que é fundamental desconstruir estereótipos e ficar de olho no que cada colaborador deseja. Uma dica da especialista é  promover integrações, troca de experiência e manter uma boa convivência:

“A chave é criar abordagens diferentes para cada pessoa, observando suas características. para comunicar uma mesma informação de maneira que faça sentido para todos. Este é o desafio maior. Criar metas de grupos e individuais, entender as qualidades e as limitações de cada geração, irá gerar um ambiente saudável e produtivo” completa Catalano.

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